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Coluna Medicina Esportiva: Dor Muscular Tardia, Fique atento aos sinais.
Escrito por Administrator ST - Qui, 20 de Novembro de 2008 10:31

Are you ready?

A obstinação por desenvolvimento muscular é extremamente perigosa. Muitos praticantes de esportes acabam utilizando meios não lícitos e recomendáveis para este fim. Torna-se uma preocupação freqüente, entre atletas, orientadores esportivos e os especialistas, uma orientação adequada que promova o  esenvolvimento do atleta sem oferecer riscos à saúde. A dica fundamental é se cuidar, comer corretamente, descansar e treinar. Só que treinar corretamente, o que é, muito mais, que tomar "bombas" e "suplementos fantásticos".

Atletas acostumados ao exercício físico muitas vezes experimentam a sensação de dores articulares e musculares após suas séries de treinamento regular. Apesar de estarem "habituados" ao treinamento, esse fator desagradável e muitas vezes incapacitante não é incomum. Esta é a chamada dor muscular tardia. A dica é reavaliar sua série, a freqüência e intensidade do treinamento, assim como os períodos de descanso e recuperação.

A chamada "dor muscular tardia" refere-se a uma dor muscular que aparece após o exercício físico. É diferente da dor muscular pós-exercício normal, pois não melhora ao término do exercício e nem após o repouso habitual. É uma dor contínua tipo compressão, às vezes como câimbra. Ela tem relação direta com o exercício exagerado, exercícios além da capacidade física do indivíduo. Ou seja, um exagero no treinamento um "over training". Seu tratamento é necessário, assim como o afastamento do trabalho físico. Tratar a dor muscular tardia e manter o treinamento é possível, sendo necessário avaliar cada caso. A dor muscular tardia é muito comum nos indivíduos que gostam ou praticam exercícios extenuantes, como atletismo, fisiculturismo e outras atividades prolongadas. Toda a atividade física pode evoluir com dor muscular tardia, o fator fundamental é exagero ao exercício.

Os atletas que se dedicam a esportes de luta são potenciais vítimas do desenvolvimento da dor muscular tardia, pois, praticam suas atividades físicas continuamente e normalmente praticam muita musculação, o uso inadequado de substâncias ilícitas (esteróides anabolizantes) pode ser um fator coadjuvante na aparição de dor muscular tardia, estresse muscular exagerado associado a mudanças bruscas de metabolismo celular muscular.  

A dica para todos os casos é ficar atento aos primeiros sinais da dor muscular tardia. O quanto antes for diagnosticada, melhor serão suas chances de tratá-la e ainda por cima, adequar seu treinamento à nova realidade. Assim você mantém sua evolução através da continuidade.

Nos vemos no mês que vem.
Dr. Funchal.

 
Saúde no esporte, orientações e prevenções
Escrito por Administrator ST - Seg, 25 de Agosto de 2008 13:15

Olá galera,

Este é o primeiro artigo da nossa coluna virtual. Aqui neste espaço, nós iremos abordar assuntos relacionados À saúde no esporte, orientações, prevenções e principalmente dúvidas sobre o trauma esportivo. Mas, para começar, vamos conhecer um pouco mais sobre a minha história.

Nasci na cidade de São Paulo no dia 9 de junho de 1969. Segundo me consta, desde pequeno sempre fui muito ativo, para não dizer irrequieto e, com isso, o esporte sempre fez parte da minha vida. Pratiquei, efetivamente, uma infinidade de modalidades...futsal, basquete, vôlei, natação, tênis, handebol, atletismo...em algumas delas cheguei até a participar de competições.

Com toda certeza, essa proximidade ao esporte fez com que eu norteasse o meu rumo. Apesar da afinidade com os esportes e o prazer em praticá-los, algo já me dizia de que a vida de atleta não estaria dentro do meu futuro. Seria pura falta de "qualidade"? Mas o que fazer quando o esporte é um elo tão forte e difícil de quebrar?

A partir do momento em que percebi que eu não seria um esportista, resolvi que poderia seguir uma carreira paralela a deles. Pensei: "e por que não ajudá-los?" Com está convicção, me formei médico na Faculdade de Medicina da UNESP, de Botucatu, em meados de 1992. Meus anos de universidade foram ricos em esporte.

Sempre participei das Olimpíadas Médicas, nas mais variadas modalidades esportivas. Foi nesse período que iniciei minha paixão pelo judô e karatê...esportes que vim a conhecer na faculdade e pratiquei até o fim do curso. Após a formatura, veio a época de residência médica, e, assim, a especialização em ortopedia e traumatologia caberiam como uma luva aos meus propósitos. Eu almejava uma especialização que permitisse que eu viesse a fazer parte integrante de equipes médicas de atletas e times profissionais.

Com isso, em 1997, eu terminava a residência médica em Ortopedia e Traumatologia, cursada na renomeada Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Durante este período de residência, árduo e extremamente cansativo, eu não me afastei do esporte. Participei de campeonatos de futebol, entre os residentes, além da regular prática de academia. Fato, este último, que me serviu de laboratório.

Eu praticava exercícios em uma grande academia da cidade, onde fiz, logicamente, muitos amigos e conheci muitos profissionais da área do esporte, que normalmente freqüentam e trabalham nesses ambientes. Sempre estávamos discutindo assuntos envolvendo esporte e saúde. Sempre que solicitado, e possível, eu os auxiliava em alguma dúvida sobre eventuais problemas ortopédicos e os exercícios realizados. Exatamente o que faço atualmente no meu dia-a-dia. Aprendi muito.

Tive a chance de por em pratica varias teorias aprendidas e acompanhar o resultado na integra. Durante os anos de residência, percebi que os atletas, de um modo geral, têm um alto índice de problemas ortopédicos e traumatológicos, sendo poucos, os profissionais médicos que se dedicam exclusivamente ao tratamento dos casos.

Assim, esta constatação serviu de motivação para que eu continuasse meus estudos na área. Entre 1998 e 1999 eu terminava minhas especializações. Tinha feito um período específico no estudo das lesões do joelho e do ombro, com especializações realizadas na própria Santa Casa de São Paulo, assim como, uma imersão na área da avaliação e tratamento das lesões do esporte. Esta última, realizada na Escola Paulista de Medicina - UNIFESP.

Recebia, assim, o título de especialista nas patologias do joelho, ombro e trauma esportivo. Foi durante esse tempo, na cidade de São Caetano do Sul, cidade satélite de São Paulo, que tive o privilégio, de trabalhar e aprender muito, com um grande mestre, Dr. Victor Matsudo. Foram quase dois anos de convívio, onde pude aprender ainda mais. O professor Victor me mostrou como era importante entender o esporte e o atleta.

Bom, decidi que já dava pra começar a trabalhar efetivamente com o que eu me propunha. Orientar e tratar atletas. Foi nessa época que eu me transferi de São Paulo para a bela Santa Catarina. Florianópolis era o ponto final. Chegando na maravilhosa cidade, uma coisa eu percebi de imediato...que a pratica de atividades físicas e as mais variadas modalidades esportivas já estavam muito disseminadas. Ou seja, eu estava no local certo.

Desta forma, comecei efetivamente minha carreira. Logo veio o meu primeiro desafio. Fui convidado a compor a departamento médico do Avaí Futebol Clube, e, em menos de dois anos, eu já me tornava o chefe do setor. Nesta época, pude realmente por a prova minhas convicções e conhecimentos.

Iniciei todo um projeto de organização e estruturação do departamento. Foi um trabalho muito difícil e prolongado, pois nunca termina, a medicina muda e nos temos de mudar junto e rapidamente. Hoje, acredito que estamos num bom caminho. As sementes frutificaram e, em 2005, fui convidado pelo ex-jogador de vôlei e atleta olímpico Renan Dal Zotto, então técnico do Cimed Voleibol Esporte Clube, a auxiliar na implementação do departamento médico da equipe.

Durante este período, também fiz parte da equipe médica da Seleção Brasileira de Basquetebol, em uma experiência curta, mas, muito construtiva. O afastamento foi necessário em vista de outras responsabilidades assumidas. E o jiu-jitsu? Ah, logicamente, ele fez e faz parte da minha vida de médico do esporte.

Como citei anteriormente, pratiquei judô e karatê por muitos anos. Mas, foi só aqui em Florianópolis, que tive um contato "mais aproximado" com esta arte marcial. Comecei a atender muitos atletas deste esporte. Um esporte muito inteligente, um verdadeiro xadrez. Essa proximidade me motivou e fez com que eu fosse praticá-lo, por pouco de tempo, mas o suficiente para aprender e entender o que os atletas necessitavam e buscavam. Uma coisa é certa: fiz muitos amigos no tatame e fora dele. E por isso, acredito também, que aqui estou.

Bem galera, agora que vocês conheceram um pouco da historia do Dr. Funchal, espero estar presente aqui, neste site, durante muito tempo com vocês...ajudando e dando minha contribuição. Grande abraço. Funchal.

 


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